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After Peter

Um blog pessoal despido de preconceitos onde mostro ser quem sou, do que gosto e como penso. Será um pouco de mim, um pouco do mundo, um pouco de nada. Dá uma espreitadela ao meu passado: https://rotasdomundo.blogs.sapo.pt

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Dia 4: Mais um dia de Aventura     

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Este dia será o inicio do Regresso pela estrada sul da ilha (nacional 1). Sairemos de Hofn e percorremos a mesma estrada do dia anterior parando em locais pelo caminho mas focando as nossas atividades também na cidade de Vik e nas suas redondezas.

A quem está a planear um circuito destes pela Islândia tem sempre que ter em atenção a época do ano em que vai, as condições climatéricas espectáveis, o limite de velocidade máximo de 90km’s ou 70km’s fora das localidades, o que faz com que as viagens sejam calmas. Depois tem de ter em atenção o numero de dias que poderá despender para esta viagem. A Islândia é uma ilha enorme e para dar a volta completa à mesma seria preciso mais dias, como fomos em Abril e ainda poderíamos apanhar neve e gelo na estada decidimo-nos focar pelo sul e este da ilha. Nesse sentido percorremos de Reykjavik até Hofn e vice-versa.

As nossa primeiras paragens foram nos locais que ontem não viistámos, começando pela Praia dos Diamantes e pela Lagoa Glaciar.

 

Lagoa Glaciar Jokursarlon

Jökulsárlón é a lagoa glacial mais famosa e também a maior da Islândia, com uma área de aproximadamente 20 quilômetros quadrados e mais de 200 metros de profundidade. Além de seu tamanho, esta lagoa é um destino essencial em qualquer rota pela Islândia devido ao grande número de icebergs que flutuam em suas águas. Além disso, bem como em outros lugares da Islândia, como Ytri Tunga ou Hvitanes, também é possível ver focas em Jökulsárlón se tiver sorte e prestar atenção suficiente, nós tentamos mas elas tentaram em não aparecer.

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Praia dos Diamantes

Ao lado da lagoa glacial de Jökulsárlón, do outro lado da Estrada Nacional 1, fica a Diamond Beach (Praia de Diamantes). O seu nome é muito representativo, pois nesta praia é possível ver icebergs flutuando no rio Jökulsá, o mais curto da Islândia, até chegar ao mar. Quando a maré está baixa, os icebergs ficam presos na costa, possibilitando caminhar entre esses gigantescos diamantes de gelo. É um local muito bonito e mágico.

 

Svartifoss

A Svartifoss (literalmente "Cascata Negra") é uma cascata em Skaftafell no Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia, e é um dos pontos turísticos mais populares do parque. A cascata é cercada por escuras colunas de rochas magmáticas, que deram origem ao seu nome. Outras formações colunares bem conhecidas são vistas na Calçada dos Gigantes na Irlanda do Norte, e na Torre do Diabo em Wyoming, Estados Unidos e na ilha de Staffa na Escócia. Existem também formações semelhantes em toda a Islândia, incluindo uma pequena caverna na praia de Reynisdrangar.

A maioria dos locais que visitámos é bem acessível de carro ou com um pequeno trajeto a pé. Esta cascata é um pouco diferente, para chegarmos a ela temos de fazer um trilho pelos montes em cerca de 3km (6 se contarmos o regresso), mas não desistas porque vai valer a pena e além disso consegues ver paisagens espetaculares.

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Ao longo do caminho e nos muitos quilómetros parámos numa estação de serviço que o Nelson, um português que era o chefe de cozinha do hotel em Hofn, nos aconselhou porque o café que aí serviam era espetacular. E não é que o Nelson tinha razão.

 

A viagem continuou até chegarmos a mais um drive in onde almoçamos - N1 Skaftárskáli og Gvendarhorn/ Verslun – um pequeno restaurante com bomba de gasolina e com diversos pratos rápidos de sandes, hambúrgueres e claro as pylsas (cahorros quentes islandeses). Depois de almoço continuamos viagem até um dos locais mais agrestes e mais bonitos que vi.

 

Dyrholaey

Dyrhólaey, anteriormente conhecido pelos marinheiros como Cabo Portland, é um promontório localizado na costa sul da Islândia, não muito longe da aldeia de Vík. Antigamente era uma ilha de origem vulcânica, também conhecida pela palavra islandesa eyja, que significa ilha. Agora está ligada por um istmo e conseguimos subir de carro até ao topo de onde se vislumbra paisagens magnificas. É aqui também que podes visitar o Farol Dyrhólaey. Comparo estas escarpas agrestes sobre o mar e sobre as praias como a falésia Cliff’s of moher na Irlanda.

E como o que se tem de descer, iniciamos a descida ingreme deste promontório até chegarmos à conhecida Praia Negra.

 

Praia de Reynisfjara

Reynisfjara é uma bela praia de areia preta localizada perto de Vík, na costa sul da Islândia. Tenha cuidado: é um dos locais mais perigosos do país. Ao chegamos visualizamos logo um semáforo (aqui em vez de bandeiras) com a luz laranja ligada e indicando até onde poderemos andar na praia. As bandeiras em Portugal alertam para o estado do ar e se poderemos ou não entrar na água. Aqui, o mar é sempre tão bravo que o semáforo indica se podemos ou não entrar na areia.

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Depois da Praia decidimos ir apanhar o avião. Estou a brincar! Continuamos viagem até ver os destroços de uma avião despenhado por estas bandas.

 

Sólheimasandur Plane Wreck

As carcaças com cauda e asas perdidas pontilhadas com buracos, e cobertas com areia de vento representam uma espécie de cena pós-apocalíptica e atraem viajantes e fotógrafos curiosos. O acidente ocorreu em Novembro de 1973. O avião da Marinha dos Estados Unidos DC fez uma aterragem de emergência na Praia Sólheimasandur, no sul da Islândia. A tripulação sobreviveu milagrosamente, mas a fuselagem torcida estava condenada a ser abandonada. O próprio acidente é até certo ponto um mistério. No início, foi relatado que o avião ficou sem combustível, mais tarde foi anunciado que foi o piloto que torceu para o tanque de combustível errado. O naufrágio está localizado perto da aldeia mais meridional de Vik, no caminho para a cascata de Skógafoss (que visitaremos amanhã). Há algum tempo, podia-se chegar lá de carro, mas os proprietários locais proibiram o acesso e agora tem se pagar entrada com direito a shutle ou a pé através de um deserto de areia negra aparentemente interminável por 4 km

 

No final do dia voltamos a Vik para conhecer melhor a cidade de onde destacamos o Museu da Lava e a sua igreja

Ficamos maravilhosamente bem instalados no hotel Vik í Mýrdal, um hotel de cidade para contrastar com os hotéis rurais por onde temos pernoitado. Ao jantar decidimos ir até ao Black Crust Pizza, uma pizaria conhecida como as únicas pizzas com massa pretas (tal como a Praia vizinha)

 

E no dia seguinte, vai haver tanto mais…